| 18/11/2008 |
Foi um rio que passou em minha vida...
Resolvi voltar! Ouvir os comentários das meninas sobre o blog do Lucas me deu ânimo, mas as idéias, o desejo, já existiam antes. O desenrolar das histórias, as conversas no MSN e a barra e chocolate de marzipam foram o fogo, e o Chico, o Caetano e o Paulinho foram a água que cozinharam dentro e mim essas idéias até o ponto de ferver. A tosse que não me deixou dormir a noite toda tornou-se insuportável. Então veio um estalo: eu não estou doente! Eu precisava lavar todas as minhas roupas. Jogar tudo na máquina. Não importa se vou ter onde secar depois, isso não pode continuar assim! Algo neste quarto está me deixando doente. Eu tenho que lavar tudo. Começar de novo. Arrombar essa janela e deixar o ar entrar mais uma vez. Afinal, é disso que se trata. De começar de novo. Mais um. Foi como eu chamei meu blog da última vez. Então mãos à obra. A história se repete. Eu estou sozinho de novo, eu fecho meus olhos e vejo tudo o que posso aprender. Me sinto a beira de um mar de possibilidades. Tudo é tão novo, e meu coração cresce. Ao mesmo tempo que sou tão pequeno diante desse todo, me sinto como personagem principal e uma história. Minha história. Me sinto vivendo e revivendo anos incríveis.
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Faltou Iracema
Estou postando duas músicas que ouvi na Conexão MPB. O tema era músicas com nome de mulher. Eu amo como o Chico fala com a Carolina sobre o tempo e o inevitável de uma forma quase infantil. E como num salto, de uma estrofe para a outra, a Carolina perdeu.
Escrito por Flávio às 22h43
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Carolina Chico Buarque Carolina Nos seus olhos fundos Guarda tanta dor A dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei que não vai dar Seu pranto não vai nada mudar Eu já convidei para dançar É hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor Uma rosa nasceu Todo mundo sambou Uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo Pela janela, ói que lindo Mas Carolina não viu
Carolina Nos seus olhos tristes Guarda tanto amor O amor que já não existe
Eu bem que avisei, vai acabar De tudo lhe dei para aceitar Mil versos cantei pra lhe agradar Agora não sei como explicar
Lá fora, amor Uma rosa morreu Uma festa acabou Nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela O tempo passou na janela Só Carolina não viu
Escrito por Flávio às 22h33
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Maria Ary Barroso
Maria! O teu nome principia Na palma da minha mão E cabe bem direitinho Dentro do meu coração Maria!
Maria! De olhos claros, cor do dia Como os de Nosso Senhor Eu, por vê-los, tão de perto Fiquei ceguinho de amor Maria!
No dia, minha querida Em que juntinhos da vida Nós dois nos quisermos bem À noite, em nosso cantinho Hei de chamar-te baixinho Não hás de ouvir mais ninguém Maria!
Maria! Era o nome que eu dizia Quando aprendi a falar Da avózinha, coitadinha Que eu não canso de chorar Maria
E quando eu morar contigo Tu hás de ver que perigo Que isso vai ser, ai, meu Deus! Vai nascer todos os dias Uma porção de Marias! De olhinhos da cor dos teus, Maria! Maria!
Escrito por Flávio às 22h15
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