mais um


Foi um rio que passou em minha vida...

Resolvi voltar!
Ouvir os comentários das meninas sobre o blog do Lucas me deu ânimo, mas as idéias, o desejo, já existiam antes.
O desenrolar das histórias, as conversas no MSN e a barra e chocolate de marzipam foram o fogo, e o Chico, o Caetano e o Paulinho foram a água que cozinharam dentro e mim essas idéias até o ponto de ferver.
A tosse que não me deixou dormir a noite toda tornou-se insuportável. Então veio um estalo: eu não estou doente! Eu precisava lavar todas as minhas roupas. Jogar tudo na máquina. Não importa se vou ter onde secar depois, isso não pode continuar assim! Algo neste quarto está me deixando doente. Eu tenho que lavar tudo. Começar de novo. Arrombar essa janela e deixar o ar entrar mais uma vez.
Afinal, é disso que se trata. De começar de novo. Mais um. Foi como eu chamei meu blog da última vez. Então mãos à obra. A história se repete. Eu estou sozinho de novo, eu fecho meus olhos e vejo tudo o que posso aprender. Me sinto a beira de um mar de possibilidades. Tudo é tão novo, e meu coração cresce. Ao mesmo tempo que sou tão pequeno diante desse todo, me sinto como personagem principal e uma história. Minha história. Me sinto vivendo e revivendo anos incríveis.


Faltou Iracema

Estou postando duas músicas que ouvi na Conexão MPB. O tema era músicas com nome de mulher.

Eu amo como o Chico fala com a Carolina sobre o tempo e o inevitável de uma forma quase infantil. E como num salto, de uma estrofe para a outra, a Carolina perdeu.

 



Escrito por Flávio às 22h43
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Carolina
Chico Buarque

Carolina
Nos seus olhos fundos
Guarda tanta dor
A dor de todo esse mundo

Eu já lhe expliquei que não vai dar
Seu pranto não vai nada mudar
Eu já convidei para dançar
É hora, já sei, de aproveitar

Lá fora, amor
Uma rosa nasceu
Todo mundo sambou
Uma estrela caiu

Eu bem que mostrei sorrindo
Pela janela, ói que lindo
Mas Carolina não viu

Carolina
Nos seus olhos tristes
Guarda tanto amor
O amor que já não existe

Eu bem que avisei, vai acabar
De tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar
Agora não sei como explicar

Lá fora, amor
Uma rosa morreu
Uma festa acabou
Nosso barco partiu

Eu bem que mostrei a ela
O tempo passou na janela
Só Carolina não viu



Escrito por Flávio às 22h33
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Maria
Ary Barroso

Maria!
O teu nome principia
Na palma da minha mão
E cabe bem direitinho
Dentro do meu coração
Maria!

Maria! 
De olhos claros, cor do dia
Como os de Nosso Senhor 
Eu, por vê-los, tão de perto
Fiquei ceguinho de amor
Maria!

No dia, minha querida
Em que juntinhos da vida
Nós dois nos quisermos bem 
À noite, em nosso cantinho
Hei de chamar-te baixinho
Não hás de ouvir mais ninguém
Maria!

Maria! 
Era o nome que eu dizia
Quando aprendi a falar 
Da avózinha, coitadinha
Que eu não canso de chorar
Maria 

E quando eu morar contigo
Tu hás de ver que perigo
Que isso vai ser, ai, meu Deus! 
Vai nascer todos os dias
Uma porção de Marias!
De olhinhos da cor dos teus, Maria!
Maria!



Escrito por Flávio às 22h15
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